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Tatiane Manetti - Psicóloga

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Ansiedade na Infância
25/11/2018


A ansiedade é uma emoção que está presente na vida de todos. Muitas vezes ela surge quando estamos diante de uma situação nova ou inesperada, sendo completamente natural ou adaptativa quando nos ajuda a lidar com situações desafiantes ou perigosas. Todos nós, independente da idade, nos sentimos ansiosos, apreensivos ou preocupados. Nas crianças não é diferente, a maioria delas experimenta vários medos durante a infância, e alguns destes medos são específicos do estágio de desenvolvimento em que se encontra.

Apesar de a ansiedade ser um estado emocional normal ou esperado para algumas situações, muitas vezes ela excede os limites do que seria considerado saudável, tornando-se disfuncional quando passa a interferir na rotina diária da criança e a impede de realizar tarefas simples como dormir, brincar com outras crianças ou ir à escola. Nesses casos, em que afeta a qualidade de vida dela e/ou de seus familiares, podemos desconfiar de que esteja apresentando um transtorno de ansiedade.

Os transtornos de ansiedade constituem o maior grupo de problemas de saúde mental durante a infância. A resposta de ansiedade é complexa e envolve componentes cognitivos, fisiológicos e comportamentais.

É importante prestar atenção a alguns sinais, analisando se eles se repetem em situações parecidas. Dentre os sinais ou sintomas que as crianças podem apresentar estão: sensações de perda de controle ou de perder a cabeça, pensamentos indesejados ou intrusos, desatenção, insônia, dores de estômago (náuseas e vômitos), agitação e irritabilidade, fugir ou evitar situações, compulsão (muitas vezes alimentar), preocupações excessivas, falta de ar, dores de cabeça, suor excessivo, entre outros.

Os transtornos de ansiedade podem causar um efeito significativo no funcionamento diário, criar impacto na trajetória do desenvolvimento e interferir na capacidade de aprendizagem, no desenvolvimento de amizades e nas relações familiares. Muitos transtornos de ansiedade são persistentes e, se não forem tratados, aumentam a probabilidade de problemas na idade adulta.

A Psicoterapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tem eficácia comprovada no tratamento de distúrbios ansiosos. A psicoterapia infantil é uma forma de tratamento em que ajudamos as crianças a identificarem seus “pensamentos inimigos” (ou pensamentos que não ajudam), identificarem as evidências que sustentem estes pensamentos, ou não, substituindo-os quando necessário por outras formas mais adaptativas de interpretar as situações e, assim, criarem um repertório de comportamentos que ajudem a lidar com a ansiedade. A participação dos pais é fundamental, uma vez que convivem com a criança a maior parte do tempo e colocarão em prática os combinados e estratégias da terapia para auxiliar na extinção de sintomas e comportamentos ansiosos.

Fonte:
Ansiedade - Terapia Cognitivo-comportamental para crianças e jovens. Paul Stallard


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